segunda-feira, 15 de agosto de 2016

poema/ senhor da palha


ao senhor da palha
que sua pele é marrom
que diga
quão breve é a doença
do corpo
da alma
da carne
da morte
e
nascença.

espírito de pobre
que sou
valho-me de fé
em ti
porque d’Orum
me vês
em restos
pálido
fraquejante
do peito
vascilo.

senhor da terra
príncipe dos médicos
amo da cura
suplico minha alma

me limpa
                me pura.

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