tenho corpo
que se
esvai
sou estrada
inexiste
o que quer
que me prenda
há não-endereço
de minha
morada
livre sou Exú
que
devoro
veredas
que
despacho
atalhos
que
engano velhacos
que
truco
baralhos
que
dou-me a
fracos
e
de
sa
pa
re
ço
sem
sobrar-te meus pedaços.


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