segunda-feira, 18 de julho de 2016

poema/ Eu que


Eu que
nunca fui
de guerra
deixo-me
aos versos
e ao lirismo
que me serra

eu que
nunca fui
de luta
sou de soneto
prosa e pauta
faço-me livre
quando arrisco
esta vida
numa lauda

eu que
nunca fui poeta
desarranjo-me em devaneio
armo luta com
palavra
é combate
que guerreio

sou conversa

só com verso
sou inteiro
sem poema
fico a meio.

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