você, meu ledor,
abra suas
pernas
e eu penetro
meu verso
rígido
ereto
concreto
e metrado
abra-me
novamente
e minhas rimas
surtirão
quentes
eloquentes
e dementes
porque minha poesia
não mente
meu verso
pleonasmo
entre seu
rasgo
promete
espasmos
dísticos
orgasmos
gozo minha
palavra
para você, ledor
que só gemia
ah!
isso quisera ser poesia


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